terça-feira, 4 de agosto de 2009

Métricas

E eu tenho esses pensamentos sobre métricas...

O desafio que eu vejo não é tanto sobre como recolher métricas no desenvolvimento de software. Vários anos usei métricas (quem lembra do famoso ciclomático?) quando trabalhava em sistemas de missão crítica e sempre tentei deixar o meu código e modelos de implementação tão bom quanto possível, sem ser muito louco por tudo.

O que é um bom nível de métrica? Sim, isso todos nós sabemos, "Você não pode melhorar o que você não mede."

Mas o que estamos tentando melhorar? Qualidade? Confiabilidade? Agilidade para fazer alterações? Lucro?

O que fazer para correlacionar uma medição a um resultado desejado? Podemos vincular um conjunto de métricas e o seu impacto sobre as metas comerciais para o software? Menos complexidade igual a mais lucro e mais (felizes) clientes?

Ou vamos parar logo para que "sensibilidade" (métricas) atinjam "qualidade" e, presumo que se medirmos uma determinada aplicação para satisfazer o "direito" no nível de qualidade, o valor comercial irá naturalmente seguir?

Este é um dilema difícil para a nossa indústria. Mas temos que começar por algum lado.

No mundo da engenharia, existem medidas que podem ser vinculados ao desempenho desejado e custo. Precisamos de algo semelhante que queremos ver maduro, e não apenas saias-justas, desculpas e "sensibilidade" técnicas; muito menos aves de mau agouro (embora acho essas aves úteis).

Estou certo que algumas pessoas têm isso como uma ciência ... e para eles, deve ser uma bela vantagem competitiva que é provavelmente difícil para partilhar publicamente.

2 comentários:

Rafael Ramos disse...

Excelente discussão.

Hoje as organizações utilizam métricas não para melhorarem sua produção e, consequentemente, qualidade.

Métricas hoje são utilizadas para justificar o injustificável; para tentar de alguma forma explicar o que aconteceu de errado.

Ora, se métricas não estiverem associadas a ações, dependendo do valor obtido, de nada servem.

Por isso eu sou fã do BSC...

Fernando disse...

Achei o Tantã pouco conclusivo, apesar de ter tocado num ponto interessante.

Minha opinião é de que tudo depende do contexto e que a qualidade não deveria estar relacionada a métricas, mas sim a complexidade. Dividir o bolo em fatias e saborear cada uma delas, sem passar para a próxima antes de ter terminado de comer a primeira.

A questão é que quando o contexto diz: "Não temos que ser perfeitos, precisamos ser competitivos" ai as preocupações com métricas se deixam levar.

Sugiro a leitura de:
http://br.hsmglobal.com/adjuntos/14/documentos/000/070/0000070563.pdf

se não conseguir abrir...

http://br.hsmglobal.com/notas/52603-o-fim-do-taximetro

Abraço